24 xuño 2019

TÁBOA PERIÓDICA INTERACTIVA EN GALEGO

Táboa Periódica interactiva en galego realizada polo Departamento de Física e Química do IES de Melide coa participación do alumnado.

Parabéns por este traballo ao IES de Melide e, como non, a "Carta xeométrica" pola súa axuda a difundir.

Fontes:http://www.edu.xunta.gal/centros/iesmelide/node/801  

https://cartaxeometrica.blogspot.com/2019/06/a-taboa-periodica-prohibida-do-ies-de.html#comment-form

 

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07 xuño 2019

“ENCANTADAS - MULHERES E SUAS LUTAS NA AMAZÔNIA"

Documentário “Encantadas”, mostra a resistência          das mulheres ativistas na Amazônia

" São feministas da cidade, do campo e da floresta falando de direitos e igualdade de gênero"              (Maria Cecília Costa)

 

 Así comeza este documental, coa voz de Manaus (AM) “A terra é meu corpo, a água é meu sangue. Os rios são os caminhos que percorremos”. 

 O documentário "Encantadas - Mulheres e suas lutas na Amazônia" retrata a resistência das mulheres defensoras de direitos humanos em diversos territórios da Amazônia. Indígenas, quilombolas, ribeirinhas, pescadoras, agricultoras, as mulheres amazônicas lutam pelo reconhecimento de suas terras, pela preservação das águas, pelo direito de viver bem, em harmonia com a natureza, e por respeito às suas culturas e seus modos de vida. Mobilizadas e mobilizadoras de suas comunidades, elas resistem à pressão dos megaprojetos e latifúndios sobre seus territórios, à destruição da floresta e à mercantilização da Amazônia, que geram consequências desastrosas para as suas vidas e as suas comunidades. Reagem e rejeitam o lugar de submissão que lhes é imposto e reafirmam autonomia sobre seus corpos e seus territórios, enfrentando ameaças e as mais variadas formas de violência.

Fonte: https://www.youtube.com/user/cfemea (17-01-2019). O CFÊMEA - Centro Feminista de Estudos e Assessoria é uma organização não-governamental, sem fins lucrativos, que trabalha pela cidadania das mulheres e pela igualdade de gênero, de forma autônoma e suprapartidária. Integra articulações e redes feministas internacionais, especialmente da América Latina, além de participar de diferentes iniciativas para o combate ao racismo.

Estão presentes no documentário Antônia Barroso ( membro do Fórum Permanente de Mulheres de Manaus (FPMM), do Movimento LGBT, da Rede Brasileira de Integração dos Povos (Rebrip) e do Coletivo Urihi, e foi a única a representar o Amazonas no documentário), Ivonilse de Jesus Santos (Quilombolas de Saracura/PA), Rosa Maria Pessoa (PA), Ellen Sateré-Mawé (Coletivo Suraras do Tapajós/PA), Merlane Mikure (AP), Lídia Roberta de Matos (PA), Cláudia Silvia Medeiros, Joaquina Lopes de Freitas, Graça Brazão (Quilombo de Campina Grande/AP), Igina Mota Sales (PA), Domingas Martins (Grupo de Mulheres Brasileiras/PA), Nilde Maria de Souza (Fórum de Mulheres Paraenses/PA), Juce Borari (Suraras do Tapajós/PA) e Ivanilde Oliveira.

Antônia Barroso:  “Quando eu falo de identidade, falo dessas mulheres que trazem, na sua ancestralidade, a luta pela floresta, pela preservação da vida. A proposta é de mostrar a resistência das mulheres, mas também de denunciar essas grandes mazelas que a gente sofre”,

O filme é assinado como uma obra coletiva, desde a  construção do argumento até a criação do roteiro. A carioca Taís Lobo foi a responsável pela direção e edição. Representando a equipe técnica e a Cfêmea estava no lançamento a diretora de produção e assessora técnica Milena Argenta, de Brasília.

Trilha sonora: "Separadas pelo rio" (Intérprete Maiza Black e composiçao Rosalva silva Gomes9, "Ciranda de amor e luta" ( Intérprete e composiçao Mestra martinha do Coco).                                   Amazônia querem-te acabar, as mulheres não vão deixar

Imagens aéreas cedidas por Eliza capai ("O Jabuti e a Anta") e Mulheres Negras Amazônidas ("Marcha das Mulheres Negras Amazônidas").

Fonte e mía información do proxecto: http://amazoniareal.com.br/documentario-encantadas-mostra-resistencia-das-mulheres-ativistas-na-amazonia/

  "Eu já nasci feminista, eu já vim assim. Só faltava saber por que eu era desse jeito"


30 maio 2019

GUADI GALEGO E IVÁN FERREIRO: "Cedeira"

GUADI GALEGO E IVÁN FERREIRO: "Cedeira"
 Immersion, o novo disco de Guadi Galego, á venda en outubro. O primeiro adianto do traballo consiste nunha regravación da emblemática Cedeira, acompañada de Iván Ferreiro.
Este traballo contén once versións do seu propio cancioneiro e un inédito (Lúas de outubro e agosto (2014), O mundo está parado (2016) e Bóla de cristal (2018), tratados pop con querenzas folk, son as fontes) .



A relectura é musical e é lingüística. As cancións pasan a sete idiomas, todos falados na Península Ibérica: catalán, euskera, occitano, aranés, asturiano, portugués, castelán e galego. “Pensei nos meus fillos e fillas. Quería que escoitasen esas linguas, algunhas moi minorizadas”, di. E os arranxos mudan, incorporan unha morea de colaboracións e danlles outra vida ás pezas.
Fundamentalmente intimista, é a produción a que unifica o son. “É un disco para a escoita, para que a xente abra a mente e os ouvidos”, sinala, “ao cabo, trátase dun disco arriscado. As persoas teñen un imaxinario sobre como eran estas cancións, e a revisión que fago é bastante heavy. Pero se te moven por dentro, xa está”. “Outro xeito de ollalos, unha visión íntima de cada un”, escribiu recentemente nas redes sociais.
Despois de Cedeira, Guadi Galego publicará outro avance de Immersion, Fronteiras. Cantará en catalán coa pianista jazz http://clarapeya.com/es/ e a cantante http://www.juditneddermann.com/

TERBUTALINA: "Muinheira de costa"

 TERBUTALINA: "Muinheira de costa"
Esta banda volve cun LP de dez coplas de rock’n’roll no que a banda vai dende o punk ao pop e dende o rock ata a música tradicional galega. Gravado e producido nos estudios “A Ponte” por Tomás Ageitos, trátase dun traballo no que os de Esteiro nos transportan á Costa da Morte, ao son atlántico con coplas cheas de retranca e do que xa temos dous adiantos, "Marisco Barato" e "Muinheira de Costa", dispoñibles en Spotify. O disco sairá en outono:


 LETRA
Eu canto cando quero 
Cando non quero non canto 
Para os que quero aínda canto e para os que non non canto tanto 
Cántolle ao demo, cántolle ao espírito santo 
se non tes ninguén que che cante 
eu cántoche encantado 
Cántolle aos amores 
Os amores que non falten 
Temos de cantar, de bailar, os amores que non falten

Pequecha biografía:  banda de Esteiro (Muros), paseou o seu rock'n'roll por festivais como o Son Do Camiño, Fuzzville, Son Rías Baixas… lugares nos que compartiron cartel con nomes como Siniestro Total ou Manu Chao.
 
No 2014 conseguiron o "Premio a Mellor Álbum en Galego" nos "Premios da Música Independente" co seu disco A MUERTE.
 
No 2015 lanzan AL OTOMANO SE LE VA LA MANO, gravado por Tomás Ageitos nos estudios “A Ponte” e masterizado por Jim Diamond ( The White Stripes, The Sonics…).
 
Coa súa colaboración coa compañía teatral Chévere na obra “Eroski-Paraíso” conseguen o “Premio María Casares 2017” á “Mellor Música Orixinal”.
 

22 maio 2019

Punkiereteiras

 Punkiereteiras

O que empezou sendo un obradoiro de pandeireta e canto tradicional que se levaba a cabo no CSA O Fresco ( Ponte Areias), converteuse nun arma de loita e reivindicación coa cal expresamos as inxustizas e as nosas raivas con toques de humor.
NON NOS VAN PARAR!!!!

Mulleres listas pa loitar,
mulleres ata reventar,
Estamos preparadas,
non aguantamos máis,
somos punkiereteiras
e ninguén nos vai parar!!



 CANTO FEMINISTA: 
O machismo non ten gracia, 
no traballo nin na casa, 
non o queremos de festa porque o machismo apesta. 
Muller ti si que es bonita, 
porque luitas porque berras, 
porque nunca estás calada, 
porque sempre das a cara.

Fonte:    https://www.youtube.com/channel/UCLTHCYKcMf6_nyYsx9cFKQw


MJ Pérez: Vai Embora!

"Vai Embora!" é o NOVO SINGLE de MJ Pérez, o seu primeiro em português. A cantautora galega, com raízes em Portugal apresenta esta nova música que combina a sua essência com influências da música folclórica portuguesa e do Fado. O humor e a ironia estão presentes nesta nova música de MJ, aonde a cantora convida a mandar embora tudo aquilo que nos faz mal e não nos permite ser nós mesmos. 



 LETRA: Ai, o sabor doce das tuas mentiras, das palavras com que me enganavas. Eu sou assim, acreditei em tudo. E agora? ...não é verdade nada! E se a vida nos quer voltar a juntar eu quero é não me chateiem a cabeça. Se estás à espera que eu vá de ti atrás eu vou ficar aqui tranquila e quieta. Ai, ai, ai, meu bem, vivi noutra realidade, paralela. Fui tão estúpida, tão cega, o meu tempo perdi com promessas. Ai! Mais se tu um dia mudares de ideias e quiseres voltar… Também, se calhar, eu… também, se calhar, eu… também, se calhar, eu… farta mando-te logo à... Vai embora, vai! E não voltes mais. Vai embora, vai! Para outro lugar. E se a vida nos quer voltar a juntar (...) Vai embora, vai! (...) Também, se calhar, eu… (...) Também, se calhar, eu… vou para nunca mais voltar.

15 maio 2019

ANTONIO FRAGUAS: LETRAS GALEGAS 2019

ANTONIO FRAGUAS: LETRAS GALEGAS 2019



Un ano máis, agradecemos ao Ceip dos Dices (Rois, A Coruña), a elaboración do Telexornal para as Letras.
Parabéns


Fonte: https://bibliorois.wordpress.com/2019/05/06/telexornal-antonio-fraguas/

Outros enlaces de interese para estas datas:

 https://academia.gal/letras-actual

 http://www.lingua.gal/letras-galegas/_/contido_0057/2019-antonio-fraguas-fraguas

http://seminariogalan.org/inicio/portada 

https://www.sermosgaliza.gal/tags/dia-das-letras-galegas-2019  

Escollemos algunha información recollida destes enlaces:

O antropólogo, xeógrafo e historiador Antonio Fraguas Fraguas naceu o 28 de decembro de 1905 na vila pontevedresa de Cotobade. Sendo estudante de bacharelato fundou a Sociedade da Lingua para a defensa do noso idioma e a elaboración dun dicionario.
En 1928 formou parte do Seminario de Estudos Galegos que foi clausurado pola ditadura militar despois da Guerra Civil.
Tamén foi membro do Instituto de Estudos Galegos Padre Sarmiento, do que chegou a ser director da Sección de Etnografía e Folclore.
En 1951 entrou a formar parte da Real Academia Galega, ocupando o posto de Alfonso D. Rodríguez Castelao.
Dirixiu o Museo do Pobo Galego ata o seu falecemento en 1999. (Seminario Galán)

Eu traballei sempre por e para Galicia. Unhas veces acertei, outras non; pero en todo canto levo feito puxen sempre toda a miña ilusión, todo o pouco que sei, sen esperar nunca nada a cambio. A miña modesta obra non é máis que un pequeniño gran de area no montón que foron facendo todos aqueles que, de moi distintas maneiras e cadaquén ó seu xeito, traballaron ó longo dos anos, traballan agora e seguirán traballando arreo no futuro, sempre desinteresadamente, non máis que polo ben de Galicia. Por amor á nosa Terra. (AG)
                                                                                         (Antonio Fraguas Fraguas)


Na cultura galega penso que deixou o retrato do que somos. Recolleu e foi notario dunha Galiza que se ía esvaendo polos cambios sociais. A súa faceta de etnógrafo é o máis importante da súa achega. Nas súas obras recolle como eramos, a que xogaban os nenos e as nenas, como eran os casamentos, a arquitectura das casas, etc. Recadou toda esa cultura do noso, as nosas raíces  e a esencia do que fomos. Se para algo debe servir o Día das Letras Galegas é para estabelecer esa ponte coa Galiza de antes, coa nosa cultura. Algo que Fraguas nos deixou valorar e coñecer.
" Fundou a Sociedade da Lingua. Foi membro do SEG, das Irmandades, do Partido Galeguista e do Instituto Padre Sarmiento" . "Fraguas recolleu a cultura e a lingua para enxalzala" (Malores Villanueva en Sermos).

Algunhas das súas obras: (Portal LG)

  • Geografía de Galicia (1953)
  • Historia del Colegio de Fonseca (1956). Tese de doutoramento
  • Aportacións ó cancioneiro de Cotobade (1985)
  • Romarías e santuarios (1988)
  • Do Entroido (1994)
  • A festa popular en Galicia (1995)

CARMEN REY "Galicia encantada"

Hoxe recuperamos este tema interpretado por Carmen Rey, recentemente premiada co Martín Códax na categoría de blues, funk e soul. A letra é dun poema de Rosalía:
CARMEN REY "Galicia encantada"


Poema de Rosalía de Castro musicalizado por Carmen Rey , arranxos de Nani Garcia. , Perico Sambeat (saxo), Nani García (piano), Antonio Brávo (guitarra), Alfonso Morán (contrabaixo), Fernando Llorca (batería), Javier Ferreiro (percusión).
 Concerto en directo dende Noia.( Desculpas pola calidade de imaxe).

A letra pertence á parte III e IV do poema que fai de prólogo poético de Cantares Gallegos " Has de cantar"
 (...)
III
Lugar máis hermoso
non houbo na terra
que aquel que eu miraba,
que aquel que me dera.

Lugar máis hermoso
no mundo n'achara
que aquél de Galicia.
¡Galicia encantada!

¡Galicia frolida!
Cal ela ningunha,
de froles cuberta,
cuberta de espumas.

De espumas que o mare
con pelras gomita;
de froles que nacen
ó pe das fontiñas.

De valles tan fondos,
tan verdes, tan frescos,
que as penas se calman
nomáis que con velos.

Que os ánxeles neles
dormidos se quedan,
xa en forma de pombas,
xa en forma de niebras.

IV
Cantarte hei, Galicia,
teus dulces cantares,
que así mo pediron
na beira do mare.

Cantarte hei, Galicia,
na lengua gallega,
consolo dos males,
alivio das penas.
(...)

PREMIOS MARTÍN CÓDAX DA MÚSICA 2019

VI edición dos premios da música en Galicia Martín Códax

O 9 de maio coñecéronse as/os gañador@s nas 15 categorías destes galardóns, así como as/os agraciad@s cos tres Premios Organistrum e o Premio Honorífico de Músicas ao Vivo.

Só 54 proxectos pasaron á final de entre os máis de 440 que se presentaron nesta edición. O xurado estaba  composto por membros da asociación Músicas ao vivo, así como outr@s profesionais do sector musical Ramón Bermejo, Rosa Salgado, Terela Gradín, Pilocha, Najla Shami, Tito Lesende e Miguel de la Cierva.

Os proxectos premiados nesta sexta edición dos premios da música en Galicia foron:
  • Músicas do mundo: Marcos Teira – Nós
  • Música clásica e contemporánea: Adrián Saavedra
  • Música rock: BALA
  • Blues, funk, soul: Carmen Rey
  • Orquestras, grupos e música de verbena: Orquestra Los Satélites
  • Jazz e músicas improvisadas: Xosé Miguélez con Ontology
  • Música metal: NAO
  • Hip-Hop e músicas urbanas: Wöyza
  • Música pop e indie: Igloo
  • Música electrónica: Baiuca
  • Música tradicional galega e folque: Tanxugueiras
  • Música infantil: A Casa do Terror – Xoán Curiel e a Banda do Verán
  • Canción de autor/a: Su Garrido Pombo
  • Coros e grupos vocais: EJAZZ
  • Reggae, ska e mestizaxe: Banda Cebinsky
Premios Organistrum
  • Salas: El Contrabajo Club
  • Festivais: Festival de Pardiñas
  • Medios de comunicación: Diario Cultural
A gala terminou coa entrega do Premio Honorífico de Músicas ao Vivo, que este ano recaeu no músico estradense Carlos Barruso, por toda unha vida dedicada á música, “xeneroso e aberto a calquera reto profesional, Carlos é un dos motores esenciais da nosa banda sonora”.

  
 

24 abril 2019

Mercedes Peón finalista a mellor disco europeo do 2018 para a revista británica Songlines

A revista musical británica Songlines, especializada en músicas do mundo, tradicionais e fusión, e cunha tiraxe en papel de 20.000 exemplares vén de colocar o disco Déixaas(Fol Music, 2018) de Mercedes Peón como finalista entre os catro albumes seleccionados como os mellores da música feita en Europa no pasado ano. Do traballo feito en Songlines recoñece os límites cruzados por Peón en canto aos canons do tradicional e dí: "Mercedes Peón presta á música popular galega unha nova imaxe e carácter contemporáneo. O seu quinto álbum afástase dos arranxos tradicionais en favor dunha paleta de sons que van desde o heavy metal ata o minimalismo abstracto, sobre a cal ela fai xemer con desinhibición a súa poesía enfeitizadora". A portuguesa Mariza, a banda danesa Dreamer’s Circus e o violinista británico Sam Sweeney so os outros tres finalistas nesta categoría europea. O vindeiro 10 de maio coñecerase a decisión do xurado conformado por un panel internacional de xornalistas especializados.
Por se esquecerades ver o videoclip en abril do 2018 neste blog, aí vos vai:




02 abril 2019

Sisters in the House cantan "Negra Sombra"

Sisters in the House nace no ano 2008 co fin de acercar a música soul a todo tipo de público, arriscando incluso con cancións populares galegas levadas hacia este estilo e dándolles unha visión moi personalizada, que non pasa desapercibida.
O repertorio vai dende temas de pop dos Beatles ou de Beyonce, pasando polo rock dos Rolling Stones ou o soul clásico de Ray Charles, Stevie Wonder ou Aretha Franklin, así como unha sección, xa mencionada antes, de cancións populares galegas como “A Rianxeira”, “Negra Sombra”, “O tren” etc.
O peculiar de este coro son dous ingredientes que fan del algo único e exclusivo, o primeiro é que está formado sólo por mulleres, grandes cantantes do panorama musical galego e de distintas disciplinas como o Jazz, Soul, Música tradicional, Rock, etc; e o segundo ingrediente son os arranxos personalizados, feitos por Carmen Rey en exclusiva para esta formación e que reúnen unha visión peculiar que caracteriza o son do coro.
No ano 2014 editaron o seu primeiro disco “Sisters in the House” no que se pode escoitar 10 cancións de todos estes estilos mencionados antes
, e que tivo unha acollida moi boa por parte do público e dos medios.


Aquí deixamos a "Negra sombra" de Rosalía de Castro:


Su Garrido Pombo - Quedo a vivir aquí

Su Garrido Pombo presentaba en xuño de 2018 o seu novo disco en solitario, "Quedo a vivir aquí". Nas súas palabras de presentación: " 11 cancións que son unha viaxe por distintos lugares e xéneros, dende a bossa nova das fotos de familia da miña infancia ata a música tradicional da miña aldea, versiono poemas de autoras como Iolanda Zúñiga, Ana Romaní e Xohana Torres, e canto tamén as miñas propias historias, acompáñanme a miña guitarra e os meus pedais.
Teño a sorte de contar coa colaboración de amigas e músicos de luxo que participaron tamén no disco, Miguel Fraile, Katia Linke e Hiago Ramilo"...

 


Su Garrido Pombo - Camiñan descalzas polas rochas

Este tema de Su Garrido Pombo ponlle voz e música ao poema de Ana Romaní " Camiñan descalzas polas rochas" que daba título a un volume colectivo, publicado por Amnistía Internacional e Tris Tram //onde participaban once escritoras e dez ilustradoras. . Nel,  as mulleres teñen un papel activo como axentes do cambio e defensoras dos dereitos no mundo da discriminación universal.


Para saber máis da autora: http://sugarridopombo.com/bio



Texto do poema do vídeo: "Belas irmás, subide
ás mais firmes rochas"
EDITH SÖDERGRAN

Camiñan descalzas polas rochas,
pantasmas de sal habitan as sombras,
saben que as últimas mareas
esqueceron na praia os restos do naufraxio.
As mulleres recollen cada noite
os tesouros de auga, líquidos e fráxiles,
rebélanse contra a Historia,
constrúen co mar as estatuas
que nunca permanezan.
As mulleres de sal, con argazos de sombras,
xorden das últimas mareas
e tecen tesouros de auga cada noite
contra a Historia.
Elas, que saben que o efémero permanece.
                                                           ANA ROMANÍ Das últimas mareas (1994)

Su Garrido  grava o seu primeiro disco en solitario “Quedo a vivir aquí “ no 2018 (leva no mundo da música dende o 99).